A partir de que idade se deve avaliar a fala de uma criança?
Não há uma idade única. O importante é observar sinais funcionais, como respiração oral, boca sempre aberta ou dificuldade a articular sons, logo que apareçam. Diagnosticar cedo não significa tratar cedo por tratar; significa não perder a janela em que o corpo ainda está a organizar-se.
Terapia da Fala é o mesmo que "aulas para falar melhor"?
Não. A Terapia da Fala não se resume à fala. É a área da saúde que avalia, previne e intervém nas perturbações da comunicação, linguagem, fala, voz, fluência, leitura e escrita, e motricidade orofacial. Trabalha também funções essenciais como a respiração, a mastigação e a deglutição, fundamentais para o desenvolvimento e para a qualidade de vida em todas as idades.
Um adulto também pode precisar desta avaliação?
Sim. A Terapia da Fala acompanha pessoas de todas as idades. Nos adultos, atua em alterações da voz, da fala, da linguagem, da comunicação, da fluência e da motricidade orofacial, incluindo situações como respiração oral, deglutição atípica e disfunções orofaciais, promovendo uma melhor funcionalidade, saúde e qualidade de vida.
A Terapia da Fala substitui a avaliação dentária?
Não, complementa-a. A Terapeuta da Fala e a equipa de Medicina Dentária Integrativa leem o mesmo paciente por dois pontos de entrada diferentes, a função orofacial e a oclusão, e cruzam essa informação para um plano comum.
Quanto tempo dura, em média, um plano terapêutico?
Depende do que a avaliação inicial revelar. Alguns casos resolvem-se em poucas sessões de reeducação funcional; outros exigem acompanhamento mais prolongado, sobretudo quando há hábitos instalados há vários anos. O plano é sempre ajustado caso a caso.
Como é a primeira consulta?
Começa por observar como a criança, ou o adulto, respira, mastiga, engole e posiciona a língua em repouso, além da fala em si. Dessa avaliação sai um diagnóstico funcional e, se necessário, uma proposta de plano integrado com a restante equipa.